Boas práticas para professores

Neste momento muitos professores sentem-se assoberbados. Assoberbados de notícias cujo tema é invariavelmente o mesmo e que nos tiram o sono a todos. Assoberbados de reuniões, avaliações, tutoriais, e de toda esta mudança de paradigma que em dois dias virou as salas de aula de cabeça para baixo e tornou o ensino à distância muito menos distante.

E foi assim que as aulas “online” passaram a fazer parte do nosso léxico diário, tanto como a Covid-19. Com elas chegou toda uma panóplia de plataformas, aplicações, necessidades e receios. “Nunca dei aulas online. Como vou fazê-lo?”. “Mal sei usar o Word. Como vou usar o Edmodo?”.

A boa notícia é que não estão sozinhos! Já outros antes de nós se lançaram nesta aventura e existem “sites” e aplicações fantásticos que podem tornar o trabalho mais fácil e as aulas muito mais motivadoras e interativas. Ao mesmo tempo, multiplicam-se os “webinars”, “apps” e os grupos de apoio a docentes nesta missão que tem tanto de assustador como de desafiante. Quem sabe, quando tudo isto passar, muitos até irão ficar com vontade de levar estas novas ferramentas para as aulas presenciais.

Deixamos aqui algumas dicas para iniciar esta nova aventura:

  • utilizar tutoriais para aprender a utilizar as ferramentas de videoconferência (Zoom, Microsoft Teams…); um bom tutorial explica em breves passos como aprender a usar;
  • nos programas de partilha de conteúdos (Google Classroom, Edmodo…) estruturar bem as pastas de cada turma e organizar a informação, utilizando uma linguagem simples, para chegar a todos os alunos;
  • programar atividades que não ocupem a totalidade do tempo de aula, porque cada aluno tem o seu ritmo e o objetivo não é sobrecarregar;
  • escolher atividades variadas e interativas, dentro do possível: há imensos vídeos e outros recursos (jogos, concursos, quizzes como o Kahoot) que irão motivar os alunos e contribuir para uma melhor aquisição dos conteúdos;
  • não ser demasiado exigente consigo mesmo; não tente ser perfeito à primeira; pequenos passos e ir integrando gradualmente as ferramentas ajudam a evitar o “burn-out”.

Finalmente, peça ajuda! Há sempre colegas dispostos a ajudar ou partilhar, à distância de um telefonema ou em grupos de professores.

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