Exames nacionais 2020, como vamos proceder?

Face à emergência de saúde provocada pela pandemia da Covid-19, o Ministério da Educação e o IAVE, através do Decreto-Lei n.º 14-G/2020, de 13 de abril, vêm por este meio orientar os procedimentos e a classificação das provas nacionais externas, com o objetivo de garantir as melhores condições de realização e classificação da provas por parte dos candidatos ao ensino superior, tendo em conta o contexto excecional que vivemos. 

As alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 20-H/2020, de 14 de maio, visam orientar os exames dos 11º e 12º anos. Após uma análise destes documentos, podemos resumir as seguintes informações:

  1. Cada escola pode adaptar o seu currículo de forma flexível atendendo ao contexto gerado pela pandemia, sendo que os exames irão centrar-se nas competências do perfil do aluno, de acordo com as aprendizagens essenciais;
  2. Devido à conclusão da elaboração das provas aquando da divulgação das alterações propostas na lei, deve-se fazer uma alteração a fundo nas provas já elaboradas para tentar alcançar o máximo possível de equidade na sua aplicação; essas alterações devem ser acordadas com todas as escolas na gestão da flexibilidade curricular;
  3. Propõe-se medidas de acordo com todos os percursos escolares que os alunos têm disponíveis, bem como garantir a possibilidade de resposta a todos os itens da prova por parte dos mesmos.

Neste sentido, as medidas adotadas pelo Ministério da Educação são as seguintes:

  • Será assinalado na prova um conjunto de itens que irão contar para avaliação do aluno de maneira obrigatória. Estes incidem em conteúdos que foram abordados ao longo do ano escolar ou em informação suportada por itens informativos de auxílio à resposta do aluno como texto, quadros, imagens ou gráficos;
  • Dos restantes itens a serem respondidos pelos alunos deverão ser contabilizados, dentro de parâmetros definidos, aqueles com melhor pontuação na classificação, contribuindo, assim, para a melhoria da classificação global da prova do aluno;
  • Por fim, o uso de dicionários será permitido nas provas nacionais de língua estrangeira, para colmatar possíveis desigualdades na aquisição de vocabulário temático que não tenha sido abordado, devido à pandemia, pelos currículos de cada escola.

Estas medidas são excecionais e têm em vista que o aluno tenha as melhores classificações possíveis para a entrada no ensino superior, evitando que saia prejudicado pelo contexto atual de ensino, já que não se consegue ainda avaliar a efetividade do ensino à distância implementado durante a pandemia desde o dia 13 de março de 2020 e a efetiva aprendizagem, por parte dos alunos, dos conteúdos e metas dos currículos neste ano letivo.

Para obter mais informações, pode consultar o documento do IAVE disponível em:

http://iave.pt/images/FicheirosPDF/Docs_Avalia%C3%A7%C3%A3o_Alunos/Info-provas/2019_2020/IC-EX-22maio2020.pdf
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